Como será a recuperação das florestas desmatadas ilegalmente?

As campanhas para conservar as florestas estão, de certa forma, ultrapassadas. De certa forma. O lance agora é não só conservar, mas também recuperar o que foi desmatado ilegalmente. A conta da devastação chegou ao Brasil. Ecologicamente falando, já estamos pagando o preço pela destruição das bases naturais de nosso conforto. O desmatamento da Mata Atlântica brasileira é responsável por vários problemas, como o agravamento das mudanças climáticas, a perda da biodiversidade e a falta de água. O tamanho da devastação irregular começa a ser revelado com os primeiros resultados do Cadastro Ambiental Rural (o CAR). Ele mapeia as propriedades rurais e as áreas de proteção permanente e reservas legais. Agora, com o CAR, é possível orientar os produtores rurais que desmataram onde não devia a fazer as recuperações ou compensações adequadas, o chamado Programa de Regularização Ambiental (PRA).

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Para isso funcionar direitinho, uma coalização de organizações ambientais está pressionando os estados para criarem uma boa lei que regulamente o PRA. Esse é o objetivo da campanha Mais Florestas PRA São Paulo. Um objetivo imediato da campanha é evitar que a lei do PRA paulista permita uma anistia para a recuperação das reservas legais. Existe uma discussão em curso se o Cerrado do Estado será considerado vegetação nativa. Se não for, os proprietários que desmataram o Cerrado não terão obrigação de recuperar. É o que explica Luis Fernando Guedes Pinto, gerente da Imaflora, uma das organizações que promovem a campanha.

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